Os principais mitos e verdades sobre a esclerose múltipla

Os principais mitos e verdades sobre a esclerose múltipla

Tida como uma doença autoimune, a esclerose múltipla (EM) faz com que o sistema imunológico do paciente reconheça a bainha de mielina, o revestimento dos neurônios, como uma ameaça, resultando na dificuldade para a transmissão do impulso nervoso. Os sintomas variam e podem afetar desde a visão até o equilíbrio do corpo devido a lesões no tronco encefálico. Para piorar ainda mais o quadro de saúde, a falta de informação contribui para o começo de um tratamento tardio e pouco eficaz. Pensando nisso, nós, do Hospital Santa Júlia, criamos esta matéria para alertar no que dá para acreditar ou não sobre essa complicação. Confira:

1. A esclerose é mais comum entre os idosos

MITO – Na verdade, é justamente o contrário. A maioria dos casos registrados está relacionada a jovens entre 20 e 40 anos. As mulheres são mais atingidas pela doença. Para se ter noção, a cada homem afetado, existem três delas com esclerose múltipla. Apesar de mais raro, crianças e pessoas acima de 45 anos também podem ser acometidos.

2. Filhos de pacientes podem ser afetados pela doença

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A genética é um dos fortes fatores que contribuem para o desenvolvimento da esclerose múltipla.

VERDADE – As causas da esclerose múltipla ainda não são totalmente conhecidas, porém o que já se sabe é que a genética, o ambiente em que a pessoa vive e até mesmo a presença de vírus podem influenciar no desenvolvimento da patologia. Portanto, filhos de pais com EM possuem de 2 a 20% mais chances de serem afetados pela doença do que a população em geral.

Complemente a sua leitura:
O que é a esclerose múltipla e quais os sintomas da doença?

3. Os surtos significam que o tratamento não está dando certo

MITO – Embora os medicamentos (injetáveis e orais) tenham sido feitos para minimizar a ocorrência de novos surtos, ainda não é possível combatê-los por completo. Contudo, se um paciente notar que os incidentes estão acontecendo com muita frequência, é hora de rever o tratamento com o médico que pode prescrever exames como o de ressonância magnética para constatar se as lesões estão estáveis.

4. Quem sofre de EM perde massa cerebral

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A perda de massa cerebral é um dos maiores problemas porque o ritmo, em pacientes com esclerose múltipla, é acelerado.

VERDADE – Isso acontece com todo mundo, conforme o passar dos anos, mas em pessoas que sofrem de esclerose múltipla essa redução costuma ocorrer de três a cinco vezes mais. Lembrando que a atrofia está intimamente ligada à incapacidade física e cognitiva do paciente.

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5. A esclerose múltipla é uma doença degenerativa

MITO – A EM não é como o Alzheimer ou o Parkinson porque ela é inflamatória. Nela, ocorrem surtos de inflamação regularmente que geram como consequência sintomas como fraqueza, perda de sensibilidade, tontura e visão borrada. As agressões são do tipo “ocorre e cede”, ou seja, geralmente, elas deixam sequelas. Anti-inflamatórios são usados em episódios agudos e medicamentos que regulam o sistema imunológico são a alternativa mais viável para evitar novos surtos.

6. As pessoas afetadas estão condenadas a uma cadeira de rodas

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Não dá para afirmar que a esclerose faz com que os pacientes fiquem numa cadeira de rodas, por isso é sempre bom consultar um médico.

MITO – Como cada organismo responde de uma maneira diferente, não dá para afirmar que os pacientes obrigatoriamente vão utilizar cadeiras de rodas. O correto é consultar o especialista o quanto antes para tratar o problema do jeito certo.

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