Todo tumor é um câncer?

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Todo tumor é um câncer?

Todo tumor é um câncer?

É muito comum associar a palavra tumor de qualquer natureza a um câncer, entretanto, nem todo tumor é câncer, por isso, é necessária uma análise criteriosa do material a fim de conseguir um diagnóstico correto. Câncer é um grupo de doença maligna que se caracteriza  pela perda exacerbada no controle da divisão celular e pela capacidade de células mutáveis invadir outras estruturas orgânicas.

A palavra tumor corresponde a um aumento de volume observado numa parte qualquer do corpo. Esse crescimento anormal do número de células é chamado neoplasia – que pode ser benigna ou maligna. Neoplasias benignas têm seu crescimento de forma organizada, geralmente lenta e apresenta limites bem nítidos.

Já o câncer, neoplasia maligna cresce rapidamente e pode ser causado por fatores externos (substâncias químicas, irradiação e vírus) e internos (hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas)que modificam toda estrutura celular. Os fatores causais podem agir em conjunto ou em sequência para iniciar ou promover o processo de carcinogênese.

É importante destacar as fases do câncer, o carcinoma in situ (câncer não invasivo) é o primeiro estágio em que o câncer não homeopático pode ser classificado. Nesse estágio, as células cancerosas estão somente numa camada do tecido que elas se desenvolveram e ainda não se espalharam para outras camadas do órgão de origem. A maioria dos cânceres in situ é curável, se for tratada antes que progrida para a fase de câncer invasivo. Nessa fase, o câncer invade outras camadas celulares do órgão, invadindo profundamente, podendo disseminar para outras partes do corpo.

Qualquer pessoa corre o risco de desenvolver câncer, dependendo dos seus hábitos de vida ou genética, e como a ocorrência do câncer aumenta com a idade, a maioria dos casos acontece entre adultos de meia idade ou mais velhos. O risco relativo mede a relação existente entre os fatores de risco e o câncer. Ele compara o risco de um câncer se desenvolver em pessoas com determinada exposição ou característica ao risco observado naquelas pessoas sem essa exposição ou característica. Por exemplo, os fumantes têm um risco relativo 10 vezes maior de desenvolver câncer de pulmão quando comparados aos não fumantes. A maioria dos riscos relativos não apresentam essa dimensão. Por exemplo, as mulheres com uma história familiar em primeiro grau de câncer de mama (ocorrência da doença em mãe, irmã ou filha) têm cerca de duas vezes mais risco de desenvolver câncer de mama, quando comparadas às mulheres que não apresentam essa história familiar.

Em geral o câncer não é hereditário. Existem apenas alguns raros casos que são herdados, como o retinoblastoma, um tipo de câncer de olho que ocorre em crianças. No entanto, existem alguns fatores genéticos que tornam determinadas pessoas mais sensíveis à ação dos carcinógenos ambientais, o que explica por que algumas delas desenvolvem câncer e outras não, quando expostas a um mesmo carcinógeno.

Saber se vamos desenvolver ou não um câncer está além da nossa capacidade, mesmo apresentando historia familiar para tal doença, o que nos cabe é estar atentos aos sinais apresentados pelo nosso corpo, realizar exames e procurar atendimento médico caso perceba qualquer alteração.

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