Desde as maratonas de trabalho até as longas sessões de estudo, as bebidas energéticas se tornaram um combustível popular na sociedade moderna. Elas prometem vigor instantâneo e foco inabalável.
No entanto, o consumo crescente dessas bebidas tem levantado um alarme constante no meio médico, especialmente na Cardiologia: afinal, tomar energético pode dar infarto? A resposta, como em quase tudo na saúde, não é um simples sim ou não, mas a ciência aponta para riscos reais que precisam ser conhecidos.
Neste artigo, o Hospital Santa Júlia, referência em Cardiologia e vanguarda na medicina do Norte, desvenda o que acontece no seu corpo após beber um energético e explica por que a moderação e o conhecimento do seu histórico cardíaco são vitais.
O Que Há Dentro do Copo: A Composição dos Energéticos
Para entender o risco de Energetico Infarto, precisamos analisar a sua composição. Essas bebidas são coquetéis potentes de estimulantes que agem diretamente no sistema nervoso central e, consequentemente, no coração. A preocupação principal gira em torno de três componentes: cafeína, taurina e açúcar.
O consumo ocasional por um indivíduo totalmente saudável pode não trazer problemas imediatos, mas a dose concentrada desses ingredientes pode ser perigosa.
A Dose Real de Cafeína e a Taurina: O Que a Ciência Diz?
A cafeína é o principal motor dos energéticos. Enquanto uma xícara de café coado tem, em média, 95mg de cafeína, algumas latas de energético podem conter facilmente entre 150mg e 300mg em uma única porção.
O efeito é o aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e da liberação de adrenalina, o hormônio do “lutar ou fugir”. Em doses elevadas, isso sobrecarrega o coração.
Já a taurina, frequentemente comercializada como um potencializador de desempenho, é um aminoácido que, em doses normais, tem pouca comprovação científica de risco. No entanto, quando combinada com a alta concentração de cafeína, seu papel na regulação da função cardíaca e do sistema nervoso é intensificado, podendo contribuir para a arritmia e a instabilidade do ritmo cardíaco.
Açúcares e Outros Aditivos Perigosos para o Sistema Cardiovascular
Muitas bebidas energéticas são carregadas de açúcares simples ou xarope de milho com alto teor de frutose. Este consumo súbito de glicose desencadeia uma cascata hormonal que, a longo prazo, está ligada à inflamação crônica, obesidade, resistência à insulina e diabetes.
Essas condições, por sua vez, são fatores de risco bem estabelecidos para doenças cardiovasculares, como a aterosclerose (acúmulo de placas nas artérias) e o próprio infarto.
Além disso, a ingestão rápida de grandes volumes pode causar alterações eletrolíticas que afetam diretamente o funcionamento do miocárdio (músculo cardíaco).
Energetico Infarto: Desvendando a Relação de Risco

Os cardiologistas alertam: a relação entre Energetico Infarto não é apenas teórica. Há diversos relatos de casos e estudos que ligam o consumo exagerado ou a mistura perigosa dessas bebidas a eventos cardiovasculares agudos, como o infarto agudo do miocárdio e o Acidente Vascular Cerebral (AVC).
O risco é potencializado por dois fatores principais:
- Efeitos Agudos no Ritmo Cardíaco: A cafeína em excesso pode causar palpitações e taquicardia (aumento da frequência cardíaca), levando a quadros de arritmia. Em corações já vulneráveis (com cardiopatias não diagnosticadas, por exemplo), essa arritmia pode se degenerar em fibrilação ventricular, que é uma das principais causas de morte súbita.
- Vasoespasmo e Pressão: O aumento súbito da adrenalina e da pressão arterial pode levar a um vasoespasmo — a contração repentina de uma artéria coronária. Este espasmo pode bloquear o fluxo sanguíneo para o coração, provocando um infarto mesmo na ausência de placas de gordura significativas.
Fatores de Risco Preexistentes (e Por Que Você Não Sabia)
A maior preocupação reside no público jovem que, frequentemente, consome energéticos em festas ou para estudar. Muitos deles têm condições cardíacas preexistentes, mas não diagnosticadas.
Entre as condições que transformam o energético em um potencial gatilho de risco, estão:
- Síndrome do QT Longo: Uma alteração elétrica que predispõe a arritmias graves.
- Cardiomiopatia Hipertrófica: Uma doença do músculo cardíaco que pode causar obstrução e arritmia.
- Hipertensão Arterial Não Controlada: A cafeína eleva ainda mais a pressão, aumentando a chance de um evento vascular.
Para essas pessoas, a alta dose de estimulantes de uma única lata pode ser suficiente para desencadear um evento fatal.
Quem Deve Evitar o Consumo de Bebidas Energéticas?
Embora a moderação seja recomendada para todos, há grupos de alto risco que devem evitar totalmente as bebidas energéticas, reservando o consumo de cafeína apenas para fontes mais seguras e em doses controladas (como o café).
A lista de alto risco inclui:
- Pacientes Cardíacos e Hipertensos: Pessoas com histórico de infarto, insuficiência cardíaca, hipertensão ou arritmias.
- Gestantes: A alta concentração de cafeína pode afetar o feto e aumentar o risco de complicações.
- Crianças e Adolescentes: O sistema nervoso e cardiovascular ainda estão em desenvolvimento, e a dose de estimulantes é desproporcional ao peso corporal.
- Pessoas com Distúrbios de Ansiedade ou Sono: Os estimulantes podem exacerbar a ansiedade e piorar quadros de insônia.
O Perigo da Mistura com Álcool e Seus Efeitos no Miocárdio
A mistura de energético com bebidas alcoólicas é alarmante e extremamente comum em Manaus e em todo o Brasil. O álcool é um depressor, enquanto o energético é um estimulante. A combinação perigosa resulta no mascaramento dos efeitos do álcool.
A pessoa tende a beber mais, pois se sente menos embriagada, aumentando a toxicidade etílica. Simultaneamente, o energético continua acelerando o coração e elevando a pressão, sobrecarregando o miocárdio e colocando o indivíduo em um risco aumentado de:
- Intoxicação Alcoólica Grave.
- Arritmias Cardíacas.
- Comportamentos de Risco.
Conclusão: Como Cuidar do Seu Coração Sem Abrir Mão da Energia
Sim, o risco existe. O consumo de energéticos, especialmente em excesso ou quando combinado com álcool, pode sobrecarregar o coração e levar a eventos cardiovasculares graves, como o infarto. A chave, portanto, é a informação e a prevenção.
Se você depende de estimulantes para manter sua rotina, é fundamental reavaliar seus hábitos de sono, alimentação e, principalmente, a saúde do seu coração. Não espere o primeiro sintoma grave para agir.
No Hospital Santa Júlia, entendemos que o cuidado é uma questão de confiança. Nossa equipe de Cardiologia está pronta para oferecer um diagnóstico completo. Clique aqui e fale com nossa equipe.


