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Como reconhecer os sinais precoces de um infarto

Homem com dor no peito, com expressão de desconforto, sugerindo sinais de infarto. A imagem está em preto e branco, com uma área destacada em vermelho sobre o peito, destacando o local da dor.

Reconhecer os sinais de infarto logo no início pode ser a diferença entre a vida e a morte. No Brasil, o infarto agudo do miocárdio continua sendo uma das principais causas de óbito, segundo a Associação Brasileira de Cardiologia. Muitas vezes, os sintomas surgem de forma sútil e são confundidos com cansaço, má digestão ou ansiedade, atrasando a busca por atendimento médico.

Para homens e mulheres entre 35 e 60 anos, especialmente os que têm uma rotina intensa e histórico familiar de doenças cardíacas, estar atento aos primeiros sinais é essencial para preservar a saúde e evitar complicações graves. Neste artigo, vamos mostrar como identificar os sintomas iniciais de um infarto, quais são os fatores de risco e como agir em uma situação de emergência. Afinal, quando se trata do coração, o tempo é um fator decisivo.

Sinais precoces de infarto: o que observar com atenção

Os sinais de infarto podem surgir dias ou até semanas antes do evento mais grave. Por isso, é fundamental entender como o corpo se comunica e nunca ignorar os sinais que parecem “simples”.

1. Dor ou pressão no peito

Essa dor pode ser percebida como um peso, aperto ou queimação no centro do peito. Em alguns casos, a dor se estende para o lado esquerdo, mas também pode afetar o lado direito ou ser sentida como uma sensação difusa. Nem sempre é intensa – e justamente por isso, muitas pessoas demoram a buscar ajuda.

2. Dor que irradia para outras áreas

O infarto pode causar dor ou formigamento que se espalha para os ombros, costas, pescoço, mandíbula ou braços – principalmente o esquerdo. Esses sintomas costumam ser mais comuns em homens, mas também podem ocorrer em mulheres, ainda que de maneira mais sutil.

3. Falta de ar (dispneia)

A sensação de “fôlego curto”, como se o ar estivesse acabando, mesmo em repouso ou ao realizar atividades simples, é um alerta importante. Às vezes, ela pode ocorrer isoladamente, sem dor no peito.

4. Suor frio e excessivo

O suor súbito e abundante, mesmo em ambientes frios ou sem esforço físico, é uma resposta do corpo ao estresse causado pela falta de oxigênio no coração.

5. Náuseas, azia e desconforto abdominal

Embora seja um sintoma menos comum, pode ser confundido com indigestão, especialmente em mulheres. Quando associado a outros sintomas, como dor no peito ou cansaço, merece atenção redobrada.

6. Tontura ou sensação de desmaio

A tontura pode vir acompanhada de fraqueza e visão turva. Esses sintomas indicam que o coração pode não estar conseguindo bombear sangue adequadamente para o cérebro.

7. Fadiga fora do normal

O cansaço extremo, mesmo sem esforço significativo, pode ser um dos sinais de infarto mais difíceis de reconhecer, principalmente entre mulheres. É comum sentir essa fadiga por dias antes de um infarto.

8. Palpitações ou arritmia

Batimentos cardíacos acelerados, irregulares ou uma sensação de “coração pulando” devem ser avaliados, especialmente quando ocorrem junto com os demais sintomas.

Atenção: nem todas as pessoas sentirão todos esses sintomas. Em casos mais silenciosos, o infarto pode acontecer sem dor, especialmente em diabéticos e idosos. A escuta do próprio corpo é essencial para o diagnóstico precoce.

 

Fatores de risco para infarto: o que pode ser controlado

Os sinais de infarto estão diretamente ligados a uma série de fatores de risco que afetam a saúde do coração. Alguns são hereditários, mas a maioria está relacionada ao estilo de vida e podem ser controlados com orientação médica e pequenas mudanças na rotina.

1. Hipertensão arterial (pressão alta)

A pressão alta força o coração a trabalhar mais, danificando os vasos sanguíneos com o tempo. Muitas pessoas não apresentam sintomas, por isso a hipertensão é conhecida como o “assassino silencioso”.

2. Colesterol alto

O colesterol LDL (conhecido como “ruim”) em excesso pode formar placas de gordura nas paredes das artérias, obstruindo o fluxo sanguíneo. Isso é chamado de aterosclerose, uma das principais causas do infarto.

3. Diabetes tipo 2

O excesso de glicose no sangue danifica os vasos sanguíneos e dificulta o transporte de oxigênio e nutrientes para o coração. Diabéticos também têm mais chances de apresentar sinais de infarto de forma atípica ou silenciosa.

4. Obesidade

O sobrepeso aumenta a carga sobre o coração e está associado a outros fatores de risco como hipertensão, colesterol alto e resistência à insulina.

5. Tabagismo

Fumar danifica as paredes das artérias, reduz a oxigenação do sangue e favorece a formação de coágulos. Mesmo fumando pouco, o risco cardíaco aumenta significativamente.

6. Sedentarismo

Ficar parado contribui para o ganho de peso, o aumento da pressão arterial e o acúmulo de gordura abdominal, um dos fatores de risco mais perigosos. Praticar exercícios regularmente ajuda a fortalecer o coração.

7. Estresse e ansiedade crônicos

O estresse prolongado libera hormônios como o cortisol e a adrenalina, que elevam a pressão arterial e aumentam a frequência cardíaca. Também pode levar a hábitos prejudiciais, como comer em excesso ou fumar.

8. Alimentação inadequada

Dietas com excesso de sal, gorduras saturadas, açúcar refinado e alimentos ultraprocessados são inimigas do coração. Uma alimentação equilibrada, rica em fibras, frutas, vegetais e gorduras boas, pode reduzir drasticamente o risco de doenças cardíacas.

9. Consumo excessivo de álcool

O álcool, quando ingerido em excesso, prejudica o funcionamento do fígado, eleva os níveis de gordura no sangue e contribui para o desenvolvimento de arritmias e hipertensão.

10. Histórico familiar

Se você tem parentes de primeiro grau que tiveram infarto precoce (antes dos 55 anos nos homens e 65 nas mulheres), o seu risco é maior. Nesses casos, o acompanhamento médico e os exames preventivos são ainda mais importantes.

Controlar esses fatores com apoio profissional pode reduzir drasticamente a chance de um infarto. O Hospital Santa Júlia oferece programas personalizados para cuidar da sua saúde cardiovascular com eficiência e segurança.

 

O que fazer se identificar sinais de infarto?

Mulher com expressão de dor no peito, visivelmente aflita, em um ambiente de escritório, sugerindo um possível sintoma de infarto.

Diante de qualquer suspeita de infarto, o mais importante é agir rápido. Veja o que você deve fazer:

1. Chame o socorro imediatamente

Ligue para o SAMU (192) ou vá diretamente ao Pronto Atendimento 24h do Hospital Santa Júlia. Cada minuto conta.

2. Não dirija

Se estiver sozinho, evite dirigir. O ideal é esperar ajuda ou pedir a alguém que o leve até o hospital.

3. Mantenha-se em repouso

Tente manter a calma e fique em repouso até a chegada da equipe médica. Evite esforços desnecessários.

4. Se possível, mastigue uma aspirina

A aspirina ajuda a impedir a formação de coágulos, mas só deve ser tomada se a pessoa não tiver alergia e estiver consciente.

Mesmo que os sintomas desapareçam, nunca ignore um possível sinal de infarto. Somente uma avaliação médica, com exames específicos como o eletrocardiograma, pode confirmar o diagnóstico.

 

Como o Hospital Santa Júlia pode ajudar

O Hospital Santa Júlia conta com uma estrutura completa e moderna para cuidar da sua saúde cardiovascular. Nossos serviços incluem:

  • Cardiologia especializada, com equipe experiente e humanizada 
  • Exames cardíacos com alta precisão diagnóstica 
  • Pronto Atendimento 24 horas preparado para emergências cardíacas 
  • Programas de prevenção e controle de saúde cardiovascular 

Se você tem histórico familiar de doenças cardíacas, sente algum sintoma descrito ou deseja prevenir complicações, agende sua consulta com um cardiologista. Cuidar do coração é um ato de amor à vida.